Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Graffiti: Amor ou Ódio? II

 

Em qualquer sociedade, a qualquer cidade que se vá, em qualquer canto, há, sempre, quer se goste ou não, quer se respeite ou não, diversas intervenções desenhadas, realizadas num lugar público qualquer, onde não parece haver um padrão estético homogéneo. Não compreendidas por grande parte da sociedade, sendo desvalorizadas e desacreditadas por expressarem um espírito de rebeldia e transgressão consciente, essas intervenções gráficas - os graffitis - são uma presença actual no espaço urbano, e podem conter em si grande riqueza estética, oferecendo à sociedade arte em espaços públicos.
Tal como refere Bacelar (2002), “o graffiti contemporâneo é muito mais do que o resultado da vontade de mutilar ou desfigurar equipamentos colectivos, podendo-se considerar antes como um modo atrevido de revelação da criatividade, mestria e arrojo do graffiter”.
Apresentando-se o graffiti como uma das vertentes da cultura HipHop, nascida nos EUA no início dos anos 70, é exportado para a Europa e chega a Portugal nos anos
90. E é neste conceito de graffiti, inserido nesta cultura HipHop, que se centra este artigo de Susana Távora.
A forma criativa do graffiti apresenta rasgos comuns em todo o mundo, favorecendo uma verdadeira unidade de criação artística, relativa aos seus valores expressivos e técnicos. Desde traços avulsos e estilizados, de formas elaboradas e de grandes dimensões, a outras formas, compostas por uma série de elementos pictóricos e esteticamente enriquecidos, são imagens que se podem ver nos contextos sociais. Esta é uma forma de expressão evidenciada por jovens, de várias origens sociais que, através do graffiti e da sua riqueza gráfica, tentam transmitir para a sociedade e para os espaços públicos as suas irreverências, as suas ideologias, os seus sentimentos, marcando, de certa forma, a sua afirmação e os seus valores. O graffiti encontra-se entre duas percepções: a da sociedade instituída, que o rotula, no seu sentido amplo, como acto de vandalismo e um atentado ao património; e a dos writers, que defendem o graffiti como uma forma de arte alternativa, como contracultura, onde se manifesta um desejo de criatividade, estimulado por vezes, pela crítica à realidade social ou, simplesmente, pelo desejo de embelezar os espaços urbanos.
 
(Baseado do Documento de Susana Távora Almeida)
 
Rita Silva - adaptação
tags: ,
publicado por TheWriters às 20:40
link do post | comentar | favorito

.TheWriters

Quem somos nós?

Joel Varela

Catarina Figueiredo

Rita Silva

Carla Pereira

Carlos Marques

.O Nosso Projecto

Arte nos olhos da rua

Arte Urbana

.Graffiti

.HipHop

.Breakdance

.Participa!

Para participares clica aqui.

.Março 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11
13
14

15
16
17
18
19

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.Pesquisa no nosso blog

 

.Arquivo

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

.Algumas Fotografias

.Últimos Posts

. Vila Madalena

. Black Eyed Peas

. Participa!

. K'Naan - Dreamer

. MC Sagas

. The Notorious B.I.G.

. Tupac

. Breakdance nos Dedos

. Atum & vandRei Electro Da...

. Montana Factory

. Klit

. O Nosso Projecto

. O dia-a-dia de André Garr...

. VSP/LAU - Fotografias do ...

. O que é a Arte?

.A Nossa Escola

.tags

. todas as tags

.Recomendamos...

Os Nossos Colegas e Outros:

Hospital Ideal

JAMB

O Voluntariado

.Quantos já cuscaram?


Contador