Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Graffiti: Um crime de arte?

 Entre a década de 60 e 70, os miúdos que começaram a rabiscar as paredes das casas de banho ou o interior das carruagens do metropolitano em Nova Iorque, com tags, mal podiam saber que estavam a criar uma nova disciplina no mundo da arte, o graffiti - do grego graphein e do latim graffito (desenho ou rabisco numa superfície) – que já tem referências na Roma antiga. O termo contemporâneo designa a inscrição de mensagens ilegais, sobretudo no meio urbano, que podem ir de simples monogramas de uma cor até composições mais elaboradas e de diferentes matizes.

 
Uma investigadora, Susan Phillips (vê aqui no nosso blog outra indicação sobre esta investigadora), está indicada neste site por definir o graffiti como uma transmissão de mensagens de carácter "secreto" ou "oculto" - dirigidas a uma comunidade já familiarizada com os seus códigos e símbolos estéticos próprios - e considera-o uma forma de arte pelo facto de possuir cargas simbólicas e formas estéticas baseadas num código de grupo que ultrapassam temporalmente a existência do próprio grupo ou dos indivíduos a ele ligados. Assim, o graffiti não deve ser entendido isoladamente mas sim como parte integrante de uma cultura de rua mais vasta, que inclui música - 'hip-hop' e 'rap' - e dança - 'breakdance'.
Ainda de acordo com esta investigadora, o graffiti é uma arte culturalmente cruzada que pode dar origem a três géneros de expressão:
1)    o graffiti político e social;
2)    o graffiti dos "gangs”;
3)    e o graffiti "estilo Nova York", ou "Hip-Hop”..
Não se sabe exactamente quando o graffiti contemporâneo se tornou uma arte no sentido estrito do termo. Talvez a partir do momento em que transpôs as ruas e passou a poder ser apreciado nas galerias de arte ou em colecções particulares, mas o facto é que teve origem e se desenvolveu nas zonas degradadas da cidade de Nova Iorque. No início eram apenas assinaturas (tags) feitas em locais públicos com boa visibilidade, prática que originou o termo Writer - não literalmente escritor, mas mais qualquer coisa como rabiscador.
A partir dessa altura o movimento não parou e deu origem a formas aperfeiçoadas de tag, que foram evoluindo para formatos maiores, trabalhados em várias cores, até se chegar às autênticas telas (pieces - termo abreviado que deriva da palavra "masterpiece", ou obra de arte) de rua que se podem apreciar em várias cidades do mundo. Algumas delas podem ser vistas em sites como www.artcrimes.com, onde se percebe porque razão o graffiti, como argumenta Susan Phillips, pode ser entendido como uma forma de arte.
 
Rita Silva 
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publicado por TheWriters às 19:26
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